Estudos

empatia

Os TP disponibilizam a página de estudo

Os Terreiros de Portugal promovem o estudo de várias temáticas para que os visitantes possam enrriquecer o seu conhecimento, esperamos melhorar toda a matéria exposta e estaremos sempre abertos a melhorar o que está esposto desde que exista a explicação fundamentada.

Também poderá fazer o download de Livro apôs realizar um donativo aos TP de qualquer tipo de valor.

Dirigentes Espirituais das Religiões Afro e seus simpatizantes, deixo aqui a minha mensagem sobre as Oferendas nas Praias em homenagem a nossa Mãe Iemanjá.

Baleia morta encontrada cheia de lixo na praia diz boato 300x168 - Estudos

 Como sabemos, tem havido um grande desenvolvimento da nossa  Religião Afro-Brasileira, tanto no Brasil como em Portugal e pelo  Mundo fora, esta sensibilização é para todos nós e podemos manter a  tradição, mas conscientes dos perigos que corremos.

 Povo do Santo e Simpatizantes da Religião Afro-Brasileira, podemos  sim seguir os Fundamentos, mas não paramos no tempo, com datas  festivas do Fim do Ano e o dia 15 de Agosto em Portugal as oferendas  na Praia são muito habituais, todos vamos ao mar com as nossas oferendas para agradar a Iemanjá e fazer os nossos pedidos.

Muitos dirigentes realizam oferendas em barcos de cartão, plástico, esferovite e outros procuram evitar o barco tal como os Terreiros de Portugal que incentivam a esta prática pelos seguintes fatores.

 NAS OFERENDAS, APENAS RECOMENDAMOS QUE A PESSOA ESCREVA OS PEDIDOS NO PAPE E OS ENTREGUE NO MAR JUNTO COM UMA ROSA BRANCA SEM ESPINHOS E CONTRIBUIRÁ PARA PRERSERVAR O ECOSISTEMA.

TEMPO DE DEGRADAÇÃO

PAPEL TRITURADO 01 A 02 SEMANAS RECOMENDADO
PAPEL / JORNAL 03 A 06 MESES RECOMENDADO
BARCO DE CARTÃO 06 A 12 MESES NÃO RECOMENDADO
PANO 1 ANO NÃO RECOMENDADO
CHICLETE 5 ANOS NÃO RECOMENDADO
FILTRO DE CIGARRO 10 ANOS NÃO RECOMENDADO
TAMPA DE GARRAFA 15 ANOS NÃO RECOMENDADO
MADEIRA PINTADA 15 ANOS NÃO RECOMENDADO
SACOS PLASTICOS 40 ANOS NÃO RECOMENDADO
BARCO DE MADEIRA 40 /50 ANOS NÃO RECOMENDADO
BOIA DE ESFEROVITE 80 ANOS NÃO RECOMENDADO
BARCO DE ESFEROVITE 80 ANOS NÃO RECOMENDADO
LATAS DE ALUMINIO 200 ANOS NÃO RECOMENDADO
PRESEVATIVOS 300 ANOS NÃO RECOMENDADO
GARRAFA DE PLASTICO 400 ANOS NÃO RECOMENDADO
LINHA DE NYLON 650 ANOS NÃO RECOMENDADO
VIDRO 1.000.000 ANOS NÃO RECOMENDADO

 Poderá fazer as suas oferendas para Iemanjá no chão do seu Terreiro / Ilè / Templo e levar apenas uma Rosa e o champanhe para homenagear Iemanjá na Praia, mas não deixe a garrafa de vidro na Praia, mas sim o seu conteúdo. Iemanjá é o asseio do Mar e não a Poluição por isso e assim como a Religião Afro deu um grande passo no Mundo, vamos também como Zeladores da Religião Afro acompanhar o desenvolvimento da nossa Religião, vamos manter os Fundamentos, mas respeitando a Mãe Natureza e NÃO POLUIR O MAR porque precisamos dele para viver.

Caso pretenda realizar uma grande oferenda, lembro que o poderá fazer no seu Terreiros, Templo, Ilè, Ègbé e depois então seguir para o mar e lá realizar uma pequena cerimónia simples, mas com grande significado.

Vamos homenagear a nossa Mãe Iemanjá e respeitar o seu domínio, as águas. Como já reparam em muitas oferendas depositadas no Mar, a nossa Mãe Iemanjá expulsa tudo o que não lhe pertence e quando esta não expulsa para fora este lixo se forma em pequenas ilhas de lixo provocadas pelos remoinhos e correntes do mar.

É muito triste ver a poluição nas praias a aumentar e não tarda muito o nosso ecossistema vai sofrer pelos nossos atos, quando quisermos comer um peixe vamos comer o nosso próprio lixo.

Vamos dar conhecimento a quem não sabe o que deve ou não jogar no mar e sensibilizar essas pessoas para a verdadeira mudança.

Peço a todos uma união sobre este assunto e vamos cultuar os Àwon Òrìsà com respeito e veneração sem Poluir a Mãe Natureza…

Como podem ser as espécies animais afetadas?

Os animais sofrem bastante com o excesso de lixo despejado nos oceanos e nos rios. Acredita-se que cerca de 267 espécies marinhas estão a ser ameaçadas pelo plástico. Os detritos são capazes de sufocar, deformar e ferir animais que por acidente os ingerem ou arrastam. Milhares de animais são afetados porque o ser humano não foi capaz de colocar aquela garrafa de plástico no ecoponto. O lixo que vagueia sem fim no mar tem um grande impacto nos animais que nada fizeram para merecer o destino que acabam por ter. No entanto, se ainda não está convencido que deve fazer algo a respeito, espere para saber o impacto que tem em si.

Como seria a sua reação ao descobrir que o peixe que come já se alimentou de plástico?

Este lixo afeta todos. Os detritos afetam toda a cadeia alimentar. Os microplásticos, um material que é bastante difícil de identificar e resolver, entram na cadeia alimentar dos animais mais pequenos e fazem a sua escalada até ao topo. Estas partículas são transferidas do sistema digestivo destes animais para o circulatório. Dessa forma, para além da toxicidade presente nestas partículas, também órgãos importantes são danificados como o coração ou o fígado.

 Mas o que são os microplásticos?

Os microplásticos são partículas com menos de 5 milímetros que resultam de partículas de maiores dimensões. O seu diminuto tamanho torna-as difícil de localizar e o facto que 80% dos resíduos no mar ser plástico, torna a sua circulação cada vez mais comum nos oceanos. Os plásticos são criados para conseguirem suportar uma grande variedade de usos e não são biodegradáveis, o que significa que estes microplásticos podem flutuar, estar em suspensão, depositar-se nos fundos oceânicos ou nas praias e continuar uma degradação lenta. Quanto mais pequenos estes plásticos são, mais perigos podem causar, aqui podemos alertar para os barcos de esferovite que vão se partir e degradar criando assim os microplásticos.

 Agora você que é Dirigente Espiritual ou Simpatizante das Religiões Afro recomendo a refletir sobre o assunto e a tomar uma atitude definitiva sobre as oferendas no Mar e em vez de ser uma Maria vai com todos, tome uma postura digna e faça a diferença NÃO POLUA O MAR”.

Artigos relativamente à Poluição realizada no mar em homenagem a Iemanjá: 

 

TERREIROS DE PORTUGAL

Bàbá Ifálékè

partilhe o link:  https://terreirosdeportugal.pt/oferendasaiyemanja/

Vamos entender o erro do termo “Êbomi”. Não é um cargo, não é um posto e pasme, uma pessoa com um ano de santo pago ou não, pode ser “Êbomi” de outra. Você não precisa ter 7 anos de santo para ser “Êbomi”!

O termo correto é Ègbón mi e significa meu irmão mais velho. Podemos reduzir ainda mais para Ègbón = irmão mais velho. Onde também há o seu antônimo, Àbúrò, que significa irmão mais novo. O termo Ègbón não é taxativo, não vem dizendo que só podem ser considerados tal quem tiver mais de 7 anos de santos pagos.

Caso um Ìyáwo A tenha 1 ano de santo e um Ìyáwo B tenha 9 meses de iniciado, A é Ègbón de B e B passa a chamá-lo de Ègbón mi (Meu irmão mais velho). Simples assim! E o Ìyáwo A chama o Ìyáwo com 9 meses de iniciado de Àbúrò mi (Meu Irmão mais novo).

Tem se um outro costume errado de chamar quem tem menos de 7 anos de Ìyáwo e quem tem 7 ou mais de “Êbomi”. ERRADO. Todos são Ìyáwo. Todos são filhos de alguém e são “casados”, assumiu um compromisso com seu Òrìsà.

Ègbón = Irmão mais velho;

Ègbón mi = Meu irmão mais velho (Quando seu irmão de santo tem mais tempo de santo que você).

Àbúrò = Irmão mais novo.

Àbúrò mi = Meu irmão mais novo (Quando seu irmão de santo tem menos tempo de santo que você).

texto retirado do site :http://educayoruba.com/obrigacao-no-candomble-tudo-que-voce-precisa-saber/

Há quem discorde, mas pelas pesquisas tudo indica que essa tal “pagar a obrigação” nasceu de uma época em que se comprava a carta de alforria dos escravos e esse então passava a ter uma “Obrigação” com quem o libertou.

Livre para poder trabalhar, o escravo pagava uma parte no primeiro ano solto, depois outra parte 3 anos após e 7 anos após, onde enfim, estava livre de verdade. Mas não irei jogar a responsabilidade disso em cima de nenhum itan ou algo assim, pois carece de mais fontes históricas (caso tenha outra história fundamentada, agradecemos que nos envie).

Mas uma coisa é certa, o seu Orí, fonte de sua força, pensamentos, idéias… esse deve estar forte e merece comer todo ano. Somente com o seu Orí forte é que o seu Òrìsà pode atuar com mais precisão por você.

Importante salientar que essa “Obrigaçãoé com o seu Òrìsà e não com o povo que nada tem com sua vida espiritual. Ou seja, não precisa torrar rios de Dinheiro com festas, convites e comilanças sem fim.

Há quem discorde, mas há muitas pessoas que não são adeptas das obrigações festivas. Dão de comer ao seu Òrìsà todo ano e estão com as suas vidas prósperas e seguindo em frente.

Sei que há quase uma lenda urbana que diz que quem não paga as obrigações perde emprego, Òrìsà larga a cabeça, perde o amor, saúde e corre até mesmo o risco de morrer. Como dizem: – Òrìsà cobra!

Mas se sua casa prega tal ideia, respeite o seu zelador ou zeladora e siga em frente. Mas sempre que houver espaço, pois muitos zeladores não dão espaço para uma conversa com os seus iniciados, busque aprender mais sobre obrigações!

texto retirado do site :http://educayoruba.com/obrigacao-no-candomble-tudo-que-voce-precisa-saber/

O motivo desta publicação sem sombra de dúvidas foi essa parte. Onde nasceu a ideia de postar sobre como escrever corretamente “Obrigação de X anos” em Yorùbá. Recebo e-mails com muitas dúvidas e escrever corretamente um convite de comemoração de anos de iniciação é o campeão.

Vejo que as pessoas escrevem ao seu belo prazer. Colocam acentos onde não existe, pronunciam como querem e dão significados trocados ou errados às palavras.

Vamos então começar a entender por partes:

Obrigação em Yorùbá

A palavra “Obrigação” em Yorùbá, segundo o Dicionário são as seguintes:

Oore – Obrigação

Igbese oore – Obrigação

Idè – Obrigação

Logo podemos notar que o termo comumente usado atualmente em nada se aproxima ao termo “Obrigação” em Yorùbá. Mas na verdade, o que ocorre, é que o povo Yorùbá é muito festivo e nota-se isso nos seus festivais muitos públicos, apesar de muitas vezes serem religiosos.

Então podemos entrar na próxima explicação:

Odù, Odum ou Odún … O que é o que?

Vamos conhecer cada palavra para podermos analisar melhor essa questão. Lembrando que passo a escrever como geralmente escrevem em redes sociais, convites e afins!

Odù – Signos de Ifá, sinais que trazem mensagem sobre a vida de uma pessoa. Alguns traduzem como destino, mas assim como a palavra àse, essa palavra também merece por vezes longas explicações.

Odún – Festa, festividade, festival, aniversário. Também significa: ano, idade.

Odum – Palavra inexistente nos dicionários de Yorùbá.

Bem, de posse das duas palavras mais próximas do que queremos dizer (comemorar algo), podemos concluir que a segunda, chega mais próximo do que realmente queremos, indicar que estamos comemorando um marco (1 ano, 3 anos, 7 anos etc).

Mas caso você saiba o seu Odù e em determinada data você quer fazer algo para poder comemorar a data, pode dizer: Irei comemorar o meu Odù (No caso, como disse, que saiba após consultar um Bàbáláwo e não o Odù da mesa de um zelador ou zeladora.).

Mas se estamos a falar realmente da comemoração de por exemplo 3 anos de santo, já sabemos que a palavra é Odún , pois esta significa uma comemoração, uma festa e até mesmo idade. Porém, precisamos de aprender algo mais nessa lição: os números em Yorùbá.

Saber os números em Yorùbá para esta publicação basta apenas saber 3 número (1,3 e 7 mas cuidado para voltar a cair em erros bem comuns por isso tome muita atenção ás próximas públicações.).

 

texto retirado do site :http://educayoruba.com/obrigacao-no-candomble-tudo-que-voce-precisa-saber/

Assim como no português, em idioma Yorùbá os números classificam-se em Ordinais (indicam ordem, colocação), Cardinal (indicam contagem), Fracionários e etc..

Aqui teremos algumas considerações importantes: Há uma forma quase correta e outra corretíssima.

Números Cardinais (Não especifica o que): 1 = Okan3 = E7 = Eje;

Números Ordinais (Ordem): 1 = Kíni ou Ekini3 = Ekéta ou Kéta7 = Ekéje ou Kéje;

Números Totais (Indicam quantidade de algo especificado): 1 = Kan3 = Méta7 = Méje.

Os números totais são os corretos para usar no nosso caso, pois eles é que especificam o que está sendo contato. Gramaticalmente, são eles que modificam o substantivo “anos”.

Agora vamos ver como fica então a síntese, o resumo disso tudo:

Um ano = Odún kan

Três anos = Odún méta

Sete anos = Odún Méje

Em um convite impresso ou publicado em alguma rede social, poderíamos escrever assim:

“Gostaria de Convidá-los para o meu Odún Méta, onde estarei a receber todos na Rua…”

ou

“Dia XX/XX acontece o meu Odún Méje t’Òrìsà. Venha louvar o Òrìsà na Rua…”

 

texto retirado do site :http://educayoruba.com/obrigacao-no-candomble-tudo-que-voce-precisa-saber/

Todos estão acostumados a ver os nomes das casas de Candomblé assim: Ilê Axé…, Igba/ Ibá Axé… ou até mesmo… Ebé/Egbe Orixá…. (Nomes que são meio aportuguesados). Antigamente, antes da nova globalização e da tecnologia (internet), tudo isso passava desapercebido de alguns erros e alguns até achavam bonito sair do tradicional Ilê Axé e partir para outras nomenclaturas.

Mas isso causa uma babel de termos que muitas vezes fogem dos significados mais básicos: Casa de Energia/ Força Espiritual… Claro que não é proposital, ainda mais em tempos em que o acesso ao conhecimento era muito limitado e quem o tinha trancava-se em copas até partir para o caixão e o conhecimento ia por terra. Quando se sabe algo novo, logo era colocado em prática.

Veja a palavra Àse (Axé):

Escrita corretamente: Àse. Tradução mais comumente aceita: Energia espiritual, força espiritual. Bem, não me apegarei a traduções detalhadas, pois é uma palavra que pede um livro, mas todos compreendem bem o que significa.

Mas na falta de conhecimento básico, Àse se transforma em À.

Veja esse exemplo simples: Ilé À t’Ògún.

Casa da Menstruação de Ògún!!!

Pois é, à significa menstruação e não ficaria nada bonito estampado numa placa na frente de seu ilé; num convite para a saída de ìyáwo ou obrigação; ou até mesmo em um jornal como um anúncio para o jogo de búzios. Agora entende a importância de um básico conhecimento de acentuações e um dicionário confiável?

Ainda há Àsè = Festa/ e Asé = peneira.

Esses dois menos inofensivos, mas da mesma forma merecem cuidado no uso. Ou seja, aprender Yorùbá não é mau, não é luxo… é uma necessidade dentro de nossa religião.

E a moda do Egbé e Igbá? Vamos analisar.

O primeiro termo eu via muito utilizado pelas pessoas de Ifá, que após iniciadas, formavam grupos para estudos e continuar o culto após o seu sacerdote retornar para o seu País de origem (Nigéria ou outra localidade).

Egbé significa uma reunião de pessoas ou uma sociedade. Um grupo de pessoas e organizadas, não podemos esquecer deste fator. Não é qualquer turma de baderneiros que se tornam um Egbé.

Mas de uns tempos para cá, esse termo também é usado para casas de Òrìsà praticantes de Candomblé, posto que, acredite, nem todos que se reúnem para cultuar Òrìsà pode-se enquadrar como Candomblé. E isso despendem longos debates que eu particularmente não acredito que muitos estejam prontos para tal.

Igbá já é mais filosófico e envolve o simbolismo da cabaça e esse é seu significado (Igbá = Cabaça). Pequeno espaço sagrado e muito especial para se usar em vários feitiços, ebó e N utilidades, mas aqui é o poder sagrado do objeto que possibilita usar para nomear lugares. Uma casa de santo é um local sagrado… um igbáIgbá àse… Cabaça de àse.. cabaça de energia/ força!

Ainda temos igbá òrìsà, igbá orí e a contração igbádu! Mas cuidado:

Igbá=Cabaça

Igbà=Tempo

Ìgbá =Jiló

Vamos então deixar as palavras bem explicadas para ajudar no nome de seu Ilé. Claro que a intenção não é ensinar a você como colocar um nome no seu Ilé, pois cada Àse age de uma maneira. Porém, é dar uma luz nos principais termos e também impedir que determinadas palavras estranhas possam parar em convites de saídas de Ìyáwo…

Ilé = Casa, Moradia, habitação.

Aportuguesado – Ilê.

Não confundir com Ilè = terra!!!!!

Àse= Energia espiritual / Força espiritual.

Aportuguesado – Axé.

Egbé = Sociedade, comunidade, associação, grupo. Ap. Egbé.

Igbá = Cabaça. Aportuguesado, porém incorre em muito erro de tradução: Ibá. E a saudação é Ìbà!

Lembrando que vejo muitas junções de três elementos: Ilé Àse Igbá…. ou Ilé Àse Ègbé…

Ou seja, agora basta você construir conforme a sua necessidade

Ilé Àse….

Ègbé Àse

Igbá Àse

Podemos ver algumas palavra, note que muitas pronúncias são parecidíssimas, que facilmente induzemnos ao erro.

Ààsè: porta larga
Àsè : Ato de cozinhar / Avançar /Refeição comunitária .
Asé : coador, peneira, filtro.
Ase : um animal da família do esquilo.
Àse ou Àse: lei, ordem, instrução, comando, força, poder.
Àsé: menstruação (forte entonação aguda na letra “é”).
Àsé: (expressão) to fora!
Àsé: Bloquear / represar /Desvio de comportamento .
Ásé: pássaro noturno. Standardwinged Nightjar (Macrodipteryx Longipennis)

Quando quiser escrever em Yorùbá, escreva corretamente.

 

texto retirado do site :http://educayoruba.com/gratis-aula-de-yoruba-para-candomble-6/
https://luizlmarins.files.wordpress.com/2015/02/quando-ase-nao-e-axe-2.pdf

É bem comum que as pessoas ainda não conheçam o Culto Tradicional Iorubá, mesmo que ele seja uma tradição milenar,  ela não é brasileira. Sempre que falo que cultuo Òrìsà me perguntam se sou da Umbanda ou Candomblé.

O Candomblé  e a Umbanda são religiões Afro-Brasileiras, que possuem  a sua própria história. Foram e ainda são agentes da resistência negra no país. Responsáveis pela popularização da cultura africana assim como dos Àwon Òrìsà.

Somos religiões irmãs que cultuam os Àwon Òrìsà (Orixás), mas somos diferentes.  Igualarmos seria como dizer que Evangélicos e Católicos são iguais por acreditarem em Jesus.

O Culto Tradicional Yorubá é antes de tudo um resgate da devoção aos Àwon Òrìsà como é feito em  África, com uma menor interferência da cultura brasileira. No Culto, Òrìsà também faz parte da rotina de crenças,  mas ele é cultura, tradição e uma forma de VIVER.

Muitos de nós prefere não ver o Culto como uma religião,  pois não trazemos filosoficamente nenhum tipo de bíblia a ser distinguida como a certa para o homem. Respeitamos o princípio da existência do ” Indivíduo ” como ser único no universo. Para nós, cada indíviduo é singular e com uma missão própria que só a ele pertence.

Não doutrinamos e não buscamos sermos certos e únicos. Acreditamos que Deus pode se manifestar de várias formas, e cabe a cada ser humano buscar a forma que mais conversa com a sua alma e o faz feliz. Em nossa mesa comem todos os que buscam o crescimento espiritual como indivíduo inteligente e capaz de construir seu próprio caminho com sabedoria. Nossa essência busca ensinar a prática do melhor convívio com a natureza, representada por sua força, poder e inteligência que são as divindades criadas por Olorun – Deus, chamadas de Orixá.  O que fazemos é cultuá-los para conquistarmos a integração com nós mesmos e com Deus.

Somos uma filosofia de vida. Que prepara cada um de seus devotos, individualmente, para os seus desafios pessoais. Que integra o homem ao seu ser e criação. Compreendemos que cada ser humano, tem a missão pessoal de se tornar uma pessoa melhor para si, para a sua família,  comunidade e para o mundo.

Nós, filhos de Òrìsà e cultuadores de nossa ancestralidade, nos comprometemos a caminhar nesta vida de acordo com os valores deixados por nossos ancestrais e respeitamos e praticamos:

A Importância à palavra;
A Responsabilidade;
A Devoção antes do Dever;
A Honestidade na vida pública e privada;
O esforço contínuo para atingir os nossos objetivos;
A ação resultante dos nossos Pensamentos, ideias e intenções;
A Dedicação e Gratidão ao trabalho;
O Empreendedorismo;
A importância atribuída ao Coletivo;
A supremacia do mais velho, em obediência ao princípio de senioridade ou ancianidade;
A prática da Paciência;
A prática da Tolerância;
A prática da Fidelidade e Lealdade
A  Fidelidade à Verdade
A Importância do Silêncio
A  Humildade
A Prática da Polidez
A Importância da Sensatez
Opor-se a fofoca
Opor-se a ironia
Opor-se a maldição
A importância da Coragem
A Prudência
A Generosidade
A Bondade
A Compaixão
O Perdão
A Gratidão

O objetivo do Culto Tradicional Yorubá é fazer com que cada indivíduo tenha uma vida de progresso, realização e prosperidade, com a missão de dia após dia, nos tornarmos pessoas melhores. Com o propósito de deixarmos o mundo melhor do que o encontramos, a ponto de sermos sempre lembrados com alegria, felicidade e inspiração para os nossos descendentes.

Texto:
Bàbálòrisá Fernando  Ifaseun
Fê Aguiar – Ifasola

Caso pretenda ajudar-nos nas perguntas ou textos, poderá enviar a sua pergunta ou resposta sobre o seu ponto de vista a fim de ser estudada e inserida na plataforma de estudo.

O objetivo é aprofundar a questão e com lógica responder a todas as questões expostas, assim como dar fundamento mediante as pesquisas e estudos sobre o assunto publicado.

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